
Split payment: entenda como a nova forma de arrecadação mudará a rotina fiscal das empresas
O split payment será uma nova forma de recolher impostos. Ele vai começar a funcionar em 2027 e faz parte da Reforma Tributária.
Com esse modelo, os impostos serão pagos automaticamente na hora da venda. Ou seja, quando uma empresa vender um produto ou serviço, o valor do imposto já será separado e enviado direto para o governo. A empresa não vai mais receber o valor total da venda para depois pagar o imposto.
Como vai funcionar?
Imagine que um cliente compre um produto por R$ 128. Desse valor, R$ 28 são de imposto. Com o split payment, o sistema de pagamento (como o banco ou o Pix) separa o valor na hora: R$ 100 vão para a empresa e R$ 28 vão direto para o governo.
Esse modelo ajuda o governo a garantir o recebimento dos impostos, evitando atrasos ou empresas que não pagam o que devem.
A principal mudança está no caixa da empresa. Como os impostos serão recolhidos na hora da venda, a empresa vai receber menos e precisa se organizar melhor para pagar contas e manter o negócio funcionando.
Esse novo sistema também vai exigir que os sistemas da empresa estejam bem integrados, com controles fiscais, financeiros e contábeis funcionando em conjunto.
Versão mais avançada exigirá tecnologia
O governo também quer implantar um modelo mais avançado, chamado de split payment inteligente. Nessa versão, o sistema fará cruzamento de dados em tempo real, antes mesmo de enviar o imposto para o governo.
Para isso, as empresas precisarão de tecnologia atualizada e sistemas que funcionem de forma integrada.
Profissionais da área precisarão se capacitar
Segundo o consultor da Econet Editora, Matheus Moreno, a nova forma de arrecadar impostos vai exigir muito mais preparo dos profissionais da área fiscal. Contadores, advogados tributaristas e gestores precisarão entender bem o novo sistema para evitar erros.
“Não é só uma mudança de imposto. É uma nova maneira de fazer a arrecadação. Quem não estiver preparado, pode prejudicar o caixa da empresa”, alerta.
Com informações do Contadores.cnt.br
Fonte: https://www.contabeis.com.br/